Ele deixou os palcos da vida para entrar definitivamente na história como uma das grandes
celebridades que passaram na Terra. Michael (Joseph) Jackson certamente foi e sempre será o "Rei do
Pop", o maior ídolo solo da indústria fonográfica de todos os tempos. Maior que
Elvis, meramente inferior ao
The Beatles. Uma criança que nasceu abençoada com um dom lírico, traçada imediatamente para o sucesso mundial. Foi um dos poucos a se mostrar talentoso,
genioso, um fora-de-série desde cedo, logo aos 6 anos de idade.
Michael é uma complexidade tão complexa que é quase impossível descrevê-lo sem se prolongar entre os
factóides ininterruptos de sua arrebatadora carreira artística. Seria preciso uma biografia de centenas de páginas, ou talvez mais do que isso, uma
coleção completa de livros, revistas, documentos, fotos e afins. Conseguiu a "façanha" (para não dizer "bizarrice") de nascer negro e virar branco. Talvez o único ser humano capaz de tal "feito". Uns dizem que foi
proposital. Outros acreditam que foi em
decorrência de uma doença dermatológica, o
vitiligo. Pouco me importa. Mais relevante que essa
polêmica foi sua herança musical para os amantes da BOA música.

Criativo? Revolucionário? Pioneiro? Sem dúvida os três! Michael Jackson conseguiu unir os negros e brancos em plena época de segregação racial nos EUA, no final dos anos 60 e início dos 70, em prol da diversão e da exaltação duma música popular tocada nas rádios de todos os guetos e mansões do país. Misturou batidas do
funk com o metal do Rock, assim como cantou baladas R&B e combinou-as com o dance típico das discotecas. Foi o precursor da globalização, tornando-se o primeiro artista de nível global, reconhecível desde um
iglu localizado na
Groelândia até os confins de uma tribo africana no Zimbábue. Expandiu a
idéia de que a música poderia ser apreciada visualmente, com a ingerência do
videoclipe.
MJ foi praticamente o grande interventor da matéria-prima básica da então inovadora
MTV, a
Music Television, além, é claro, de ser o primeiro artista a se reinventar a cada nova apresentação. É só lembrarmos do
Moonwalker, o mais conhecido e consagrado passo de dança da história, criado pelo próprio.

Michael se tornou um artista tão versátil que cantou acerca de todos os tipos de tema, dos mais infantis aos mais profundos: sobre um querido ratinho de estimação ("
Ben"), sobre uma visão sinistra e tenebrosa da noite ao lado da namorada ("
Thriller")... Que valia a pena ser mal e rebelde ("
Bad"), que era
cult preservar o planeta Terra ("
Earth Song")... Falou sobre uma suposta amante na qual engravidou dele ("
Billie Jean"), tratou a respeito de sua mudança "pitoresca" de pele como algo irrelevante ("
Black or White"), criticou o descaso dos políticos em solucionar os problemas da desigualdade social ("
They Don't Care About Us"), assim como outras centenas de canções que influenciaram e
conscientizaram milhões de fãs e admiradores.

Pode-se dizer que ele era
certinho? Longe disso. Não sou daqueles que escondem seus podres e esquecem de seus erros após sua morte.
MJ decepcionou, e muito, por vários
fatores: acusações de pedofilia, traição de seu grande parceiro Paul
McCartney (após várias gravações conjuntas, Michael comprou o catálogo dos Beatles e lucrou com o talento do então amigo),
esquisitices que beiravam a loucura (difícil mencionar apenas uma... acho que seu rosto já sintetiza todas elas), seus casamentos arranjados para agradar a
mídia (o beijo forçado e nada romântico em Lisa Marie
Presley no VMA foi o mais tosco da TV nos anos 90) e etc, etc. Da mesma forma que se mostrou fraco, Michael também se fez exemplo para a humanidade: reuniu dezenas de astros da música para cantar e arrecadar fundos no combate à fome da África, manteve várias associações de caridade ao redor do mundo, doando milhões de dólares, sempre se mostrou humilde, apesar de sua grandiosidade, nunca renegou suas raízes, nem mesmo odiou seu pai por tê-lo maltratado tantas vezes quando jovem, o que o traumatizou por toda vida (talvez, até, tenha sido esse o motivo mais explicável de sua morte repentina). Podia se dizer que ele era um menino que foi forçado a se tornar homem cedo, mas que virou criança quando fisicamente era adulto.

Michael Jackson é, acima de tudo, um ser humano como outro qualquer. Ele apenas se diferencia dos demais mortais pela sua qualidade única e inigualável de cantar, dançar, compor e
atuar, além de ditar moda onde sua imagem fosse exposta. Seu grande legado? Foi o de "simplesmente" inspirar e lançar quase todos os cantores contemporâneos pós-anos 80:
Beyonce,
Usher, Madonna,
Britney Spears,
Chris Brown,
Ne-
Yo,
Mariah Carey,
Rihanna,
Whitney Houston,
Justin Timberlake,
Ciara,
Kanye West,
Black Eyed Peas... a lista é interminável, assim como os
adjetivos que o qualificam como "Rei do
Pop".

É por essas e tantas outras que sua morte não deve ser jamais vista como motivo de tristeza ou lamentação. Afinal de contas,
mitos como Michael Jackson jamais morrerão. Ao contrário, eles viverão ainda mais fortes na cultura popular, como os Deuses do Olimpo na Grécia Antiga, os quais se tornavam imortais assim que terminavam seu ciclo na Terra. Como no caso do grande
heroi Aquiles, morto fisicamente há milhares de anos, mas que sobrevive nos livros e no conhecimento da sociedade até os dias
atuais. E assim será com Michael Joseph Jackson, um menino que nasceu na pequena cidade de
Gary, Indiana, iluminado por Deus e com a linda missão de entreter a humanidade com seu talento e dom celestial.
Só temos a agradecê-lo por ter cumprido sua missão. Agora é sua hora de descansar...
(Não poderia terminar essa
postagem sem listar...)
MINHAS DEZ MÚSICAS PREFERIDAS DO REI DO POP
1. Ben2. Thriller3. Beat It4. Black or White5. Don't Stop 'till You Get Enough6. Bad7. Billie Jean8. I'll Be There (com Jackson 5)9. You Rock My World10. Music and Me