sábado, 24 de outubro de 2009

Pra que ser um professor (no Brasil)?



Essa propaganda vem sendo divulgada entre as redes de TV já faz um tempo. E a pergunta que me faço é: o que adianta mostrar um vídeo de incentivo à formação de novos professores se os governos federal, estadual e municipal não investem em programas de atualização e capacitação docente para os profissionais que já estão na área? Por que não se veiculou uma propaganda exibindo a construção de escolas modernas, equipadas com computadores de última geração, equipamentos de multimídia, salas de jogos, brinquedoteca e biblioteca com livros cheirando a novo? Isso sim estimularia o surgimento de novos profissionais da área.

A valorização dessa classe é tanta que o salário em si já reflete o quanto os professores são desmoralizados pela própria sociedade. Afinal de contas, quanto será que cada profissional da Educação recebe nos países supracitados? Na Finlândia, por exemplo, se paga um salário referente a um político no Brasil, algo em torno de 25 mil reais por mês. Então por que os professores nacionais não ganham tal salário? Seria muito merecido, não? Oh, mas não seria possível, já que "oneraria os cofres públicos e traria gastos exorbitantes às finanças federais". Ah tá... Tudo bem.

Numa coisa eu tenho que concordar com a propaganda: o desenvolvimento de um povo está totalmente interligado com a educação. E qualidade na educação significa em profissionais melhor capacitados e estimulados a um contínuo aperfeiçoamento acadêmico. Educação de qualidade também fomentaria no surgimento de uma nova classe de alunos, estes mais reflexivos e críticos em relação à sua realidade social. Tendo consciência das mazelas do seu povo, esses jovens poderiam mudar suas vidas, escolhendo representantes do povo mais competentes, honestos e comprometidos com a resolução prática dos problemas sociais. Eleitores conscientes proporcionariam eleições mais limpas, nas quais os melhores políticos seriam eleitos merecidamente, deixando de fora os velhos parasitas da administração pública.

(Então, quer dizer que o investimento em alunos mais intelectuais traria um grande risco àqueles políticos que não se cansam de sentar e fingir que trabalham nos cargos públicos da vida? Quer dizer que eles não seriam mais eleitos? E como ficaria a manutenção da máquina de suborno, desvio de verbas e jogatinas políticas que ocorrem nos bastidores do Congresso e Senado? Não, não... Pra que investir na Educação? Pra tirar os Marajás do poder? Nem pensar! É bom deixar do jeito que está!)

Enquanto isso, o Governo veicula uma propaganda que trata sobre a valorização do professor em vários países no mundo, fazendo com que os jovens brasileiros se estimulem a entrar na área de Educação...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Mais do que uma questão de direito autoral

Não há nada mais desagradável do que ser vítima da falta de honestidade e humildade dos outros, principalmente de quem acreditava ser uma pessoa talentosa, dedicada e super honesta perante seus colegas. Como dizem uns conhecidos: "máscaras caíram".

Obviamente não vou mencionar nomes, não precisa. Apenas contarei o fato, que é mais relevante. Certa vez, participando de uma atividade acadêmica em grupo (pode ter sido hoje, ontem, semana passada, dois anos atrás...), nos deparamos com uma situação desagradável: não sabíamos o que fazer, nem por onde começar. A dúvida pairava no ar e sobre a cabeça de nós alunos. Eis que eu, aproveitando-me da minha (pouca) experiência acadêmica, sugeri um ponto de partida, uma inspiração, baseada num documentário com o qual tínhamos visto dias atrás. Seria mais prático organizar nosso plano de trabalho enfocando as experiências trazidas no filme exposto em sala de aula. Não deu outra, as idéias logo surgiram. A falta de inspiração cessou e cada um de nós teve seu momento de brilho. Nem parecia que minutos atrás ninguém sabia por onde começar. Todos colaboraram da melhor forma possível e o trabalho, ao final de todo processo, foi muito bem sucedido.

Agora, eis a pergunta: quem foi o "autor" desse trabalho? Quem foi o principal responsável pelo sucesso do projeto, desde sua execução até a sua conclusão e divulgação? Quem foi o "cabeça" da história? Eu? Fulano? Sicrano? Não. Fomos TODOS do grupo, sem excessão. Poderia muito bem ter dito: "fui eu, já que inspirei a todos e instiguei-os a fazer seu melhor no trabalho". Mas isso seria falta de humildade demais. Detesto usar a 1ª pessoa do singular. Soa tão rude e prepotente. Eu apenas dei o ponto de partida e o pessoal se destacou no que mais tinha talento. Por isso que o trabalho deu certo, pois cada um deu sua contribuição no projeto.

Porém, tem gente que não toma chá de Simancol regularmente e gosta de mostrar que é melhor que todos. Dias depois, quando apresentamos o resultado de tal trabalho à turma, a professora, claro, indagou como foi o processo de trabalho, quem executou cada etapa, etc. Fiquei calado, afinal, achava que o valor seria devidamente dividido entre todos os participantes. Puro engano. Estudante "X" deu todos os créditos do trabalho a si mesmo, como se só ele(a) fosse o autor da idéia, dos procedimentos a serem tomados, das etapas a serem cumpridas... Enfim, de todo o trabalho. "Eu tive a idéia de trabalhar dessa forma; depois eu sugeri que fizéssemos a pesquisa de tal forma e eles executaram; achei por bem apresentarmos de tal forma, porque eu pensei que... Se não fosse eu...". Meu nome? Nem foi lembrado. Dos outros? Muito menos. Fiquei estático, observando o circo sendo armado. Eu, claro, era o palhaço sem ter piada pra contar, de tão sem graça que era.

Fiquei num dilema: chutar o pau da barraca e dedurar o(a) infeliz na frente de todos; ou ficar na minha e não estragar o que tinha sido feito com tanto esmero. Optei estupidamente pela segunda ação. Me sinto hoje um covarde, um otário de marca maior, mas pensando na frieza dos fatos, foi melhor assim. Se eu alegasse que a idéia tinha sido minha, como eu provaria? Seria minha palavra contra a dele(a). Aí não seria uma questão de utilizar provas materiais para provar alguma coisa (não precisava e não teria como, rs.). Naquele momento, o que cada um precisava ter perante seus colegas era um sentimento de fidelidade, de honestidade, de sinceridade e, principalmente, de humildade. Só isso. Mas foi o que faltou a essa "criatura divina".

Foi uma grande decepção, pois acreditava no talento dessa pessoa. Achava que ele(a) tinha potencial para ser um(a) grande profissional. Eu o(a) admirava muito, acreditava piamente em suas palavras. Pura ilusão. Desde o ocorrido, preferi me afastar e deixá-lo(a) sucumbir nas próprias inverdades. Um dia, quem sabe, ele(a) será desmascarado(a) da pior maneira possível. Aprendi que não basta ter morado no exterior, ter uma boa qualificação acadêmica, ter oratória brilhante, ser bem apresentado... Não pode faltar o principal: caráter. E isso, na minha opinião, se nasce (ou não) com ela. Não se conquista com o tempo. Não se compra na esquina. Apenas tem-se ou não caráter e pronto, acabou.

Desde o ocorrido, ando com um gravador no bolso. Na próxima vez, não pensarei duas vezes: darei o "play" e a farsa será revelada para quem quiser ouvir. Agora será a minha prova contra a sua palavra. E então, o que valerá mais?

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Um passarinho que pousou em minha vida

Três meses. Esse foi o hiatus que tive em meu (ainda) querido e estimado blog. Curiosamente, desde que conheci o Twitter graças ao meu amigo @felipekx, parei de expressar minhas opiniões por aqui. Logo de cara me viciei com a proposta minimalista do site (design simples e discreto), da praticidade em se comunicar instantaneamente com os amigos e celebridades, assim como de acompanhar as novidades em primeiríssima mão. Posso afirmar veementemente que minha rotina virtual nunca mais foi a mesma, bem como meu modo de transmitir minhas idéias para os demais.

A razão está na essência do Twitter. O fato de ter que me expressar com apenas 140 caracteres me tornou, inevitavelmente, mais criativo e mais objetivo. O famoso "curto e grosso" teve que ser posto na prática à força! Eu, que sou viciado desde criança a tagarelar com as palavras (entenda "escrever demais"), sofri com essa restrição - até considerei uma espécie de censura filosófica! - imposta pelo site, mas percebi, ao longo do convívio e prática no mesmo, que era um bem necessário, importante, fundamental nos dias de hoje.

Por exemplo. Fico observando o que escrevi nos últimos meses neste blog e constato (finalmente) o quanto fui prolixo ao tratar sobre determinados temas... Tudo bem, posso justificar pelo fato de adorar escrever, de ter alguma facilidade (?) de tratar sobre diversos assuntos, pelo conhecimento de mundo que possuo (estou começando a me gabar, rs.), então vou me empolgando, aprofundando o debate, o "conversê"... E quando termino de digitar, o texto virou um pergaminho daqueles que a Cleópatra teria preguiça de ler só em ver o volume do papiro, hahaha!

Nesse aspecto, tenho que agradecer (jura?) ao Twitter. O fato de resumir as idéias, nesse mundo tão rápido e dinâmico como o atual, foi primordial para que algumas pessoas pudessem me compreender melhor, saber de forma mais objetiva o que penso acerca de determinado assunto. Isso reflete, inclusive, num debate que promovi meses atrás, aqui mesmo, sobre o problema da comunicação que enfrento com determinados cidadãos, os quais têm certa "dificuldade" em compreender o que falo. Em partes, devo admitir, o responsável por esse empecilho fui eu mesmo. Agora tô tentando me corrigir, tentando ser mais, digamos, direto no assunto, hehe. Será uma questão de tempo, então tenham paciência comigo, hahaha! Vai ser bom pra mim, pois terei menos trabalho em escrever (sinceridade, uê!), e para o leitor, que terá mais prazer em ler o que produzo.

Nada como a simplicidade para se viver (e me entenderem) melhor... E viva o Twitter! \o/

Momento merchant: me sigam no Twitter: www.twitter.com/lucasbulhoes e conheça meu lado lacônico da vida, rs.

domingo, 28 de junho de 2009

Mitos não morrem, se eternizam

CELEBRIDADE: substantivo feminino 1. qualidade do que é célebre; 2. solenidade que caracteriza uma cerimônia pública; celebração; 3. reputação bem estabelecida; fama, notabilidade, renome; 4. pessoa célebre, afamada, ilustre; 5. o que é incomum ou extravagante. (Houaiss)

Michael Jackson, o 'Rei do Pop' (1958 - 2009)

Ele deixou os palcos da vida para entrar definitivamente na história como uma das grandes celebridades que passaram na Terra. Michael (Joseph) Jackson certamente foi e sempre será o "Rei do Pop", o maior ídolo solo da indústria fonográfica de todos os tempos. Maior que Elvis, meramente inferior ao The Beatles. Uma criança que nasceu abençoada com um dom lírico, traçada imediatamente para o sucesso mundial. Foi um dos poucos a se mostrar talentoso, genioso, um fora-de-série desde cedo, logo aos 6 anos de idade.

Michael é uma complexidade tão complexa que é quase impossível descrevê-lo sem se prolongar entre os factóides ininterruptos de sua arrebatadora carreira artística. Seria preciso uma biografia de centenas de páginas, ou talvez mais do que isso, uma coleção completa de livros, revistas, documentos, fotos e afins. Conseguiu a "façanha" (para não dizer "bizarrice") de nascer negro e virar branco. Talvez o único ser humano capaz de tal "feito". Uns dizem que foi proposital. Outros acreditam que foi em decorrência de uma doença dermatológica, o vitiligo. Pouco me importa. Mais relevante que essa polêmica foi sua herança musical para os amantes da BOA música.

Criativo? Revolucionário? Pioneiro? Sem dúvida os três! Michael Jackson conseguiu unir os negros e brancos em plena época de segregação racial nos EUA, no final dos anos 60 e início dos 70, em prol da diversão e da exaltação duma música popular tocada nas rádios de todos os guetos e mansões do país. Misturou batidas do funk com o metal do Rock, assim como cantou baladas R&B e combinou-as com o dance típico das discotecas. Foi o precursor da globalização, tornando-se o primeiro artista de nível global, reconhecível desde um iglu localizado na Groelândia até os confins de uma tribo africana no Zimbábue. Expandiu a idéia de que a música poderia ser apreciada visualmente, com a ingerência do videoclipe. MJ foi praticamente o grande interventor da matéria-prima básica da então inovadora MTV, a Music Television, além, é claro, de ser o primeiro artista a se reinventar a cada nova apresentação. É só lembrarmos do Moonwalker, o mais conhecido e consagrado passo de dança da história, criado pelo próprio.

Michael se tornou um artista tão versátil que cantou acerca de todos os tipos de tema, dos mais infantis aos mais profundos: sobre um querido ratinho de estimação ("Ben"), sobre uma visão sinistra e tenebrosa da noite ao lado da namorada ("Thriller")... Que valia a pena ser mal e rebelde ("Bad"), que era cult preservar o planeta Terra ("Earth Song")... Falou sobre uma suposta amante na qual engravidou dele ("Billie Jean"), tratou a respeito de sua mudança "pitoresca" de pele como algo irrelevante ("Black or White"), criticou o descaso dos políticos em solucionar os problemas da desigualdade social ("They Don't Care About Us"), assim como outras centenas de canções que influenciaram e conscientizaram milhões de fãs e admiradores.

Pode-se dizer que ele era certinho? Longe disso. Não sou daqueles que escondem seus podres e esquecem de seus erros após sua morte. MJ decepcionou, e muito, por vários fatores: acusações de pedofilia, traição de seu grande parceiro Paul McCartney (após várias gravações conjuntas, Michael comprou o catálogo dos Beatles e lucrou com o talento do então amigo), esquisitices que beiravam a loucura (difícil mencionar apenas uma... acho que seu rosto já sintetiza todas elas), seus casamentos arranjados para agradar a mídia (o beijo forçado e nada romântico em Lisa Marie Presley no VMA foi o mais tosco da TV nos anos 90) e etc, etc. Da mesma forma que se mostrou fraco, Michael também se fez exemplo para a humanidade: reuniu dezenas de astros da música para cantar e arrecadar fundos no combate à fome da África, manteve várias associações de caridade ao redor do mundo, doando milhões de dólares, sempre se mostrou humilde, apesar de sua grandiosidade, nunca renegou suas raízes, nem mesmo odiou seu pai por tê-lo maltratado tantas vezes quando jovem, o que o traumatizou por toda vida (talvez, até, tenha sido esse o motivo mais explicável de sua morte repentina). Podia se dizer que ele era um menino que foi forçado a se tornar homem cedo, mas que virou criança quando fisicamente era adulto.

Michael Jackson é, acima de tudo, um ser humano como outro qualquer. Ele apenas se diferencia dos demais mortais pela sua qualidade única e inigualável de cantar, dançar, compor e atuar, além de ditar moda onde sua imagem fosse exposta. Seu grande legado? Foi o de "simplesmente" inspirar e lançar quase todos os cantores contemporâneos pós-anos 80: Beyonce, Usher, Madonna, Britney Spears, Chris Brown, Ne-Yo, Mariah Carey, Rihanna, Whitney Houston, Justin Timberlake, Ciara, Kanye West, Black Eyed Peas... a lista é interminável, assim como os adjetivos que o qualificam como "Rei do Pop".

É por essas e tantas outras que sua morte não deve ser jamais vista como motivo de tristeza ou lamentação. Afinal de contas, mitos como Michael Jackson jamais morrerão. Ao contrário, eles viverão ainda mais fortes na cultura popular, como os Deuses do Olimpo na Grécia Antiga, os quais se tornavam imortais assim que terminavam seu ciclo na Terra. Como no caso do grande heroi Aquiles, morto fisicamente há milhares de anos, mas que sobrevive nos livros e no conhecimento da sociedade até os dias atuais. E assim será com Michael Joseph Jackson, um menino que nasceu na pequena cidade de Gary, Indiana, iluminado por Deus e com a linda missão de entreter a humanidade com seu talento e dom celestial.

Só temos a agradecê-lo por ter cumprido sua missão. Agora é sua hora de descansar...

(Não poderia terminar essa postagem sem listar...)

MINHAS DEZ MÚSICAS PREFERIDAS DO REI DO POP


1. Ben

2. Thriller

3. Beat It

4. Black or White

5. Don't Stop 'till You Get Enough

6. Bad

7. Billie Jean

8. I'll Be There (com Jackson 5)

9. You Rock My World

10. Music and Me

domingo, 14 de junho de 2009

Talento x Vandalismo

GRAFITE (ou grafito): do italiano graffiti, plural de graffito. Nome dado às inscrições feitas em paredes, desde o Império Romano. Considera-se grafite uma inscrição caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que não é normalmente previsto para esta finalidade, porém com autorização do proprietário. (Wikipedia)

O mesmo instrumento, o spray, delimita o espaço entre os seres dotados de talento...


...e aqueles destinados ao vandalismo.


Entre os que querem mostrar às pessoas sua criatividade...


...e os que querem apenas aparecer para si mesmos.


Entre aqueles que merecem uma chance de mostrar o seu valor...


...e quem deveriam ser esquecidos pela sociedade.


Entre os que veem a rua como palco de espetáculo...


...e os que acham que a rua é local para demonstrar sua revolta.


Sou grande admirador e pleno defensor do graffiti, da arte de rua, do expressionismo urbano...


...e sou um opositor voraz e implacável das pichações que destroem a beleza concreta das cidades.


É lamentável saber que os pichadores de plantão não se convencem que aprendendo com quem sabe as técnicas do graffiti sua fama seria mais reconhecida do que pichar deliberadamente as fachadas da cidade. Será que é tão difícil para os prefeitos perceberem que, ao invés de pintar incansavelmente os espaços onde os pichadores fazem arruaça, seria mais eficiente promover programas sociais voltados àqueles que querem ter dignidade e serem respeitados na sociedade, estimulando-os a trabalhar e a ajudar outros semelhantes de origem humilde e marginalizados a saírem desse tipo de sub-vida? Um simples projeto na periferia seria a descoberta de muitos talentos desconhecidos, aliando-se o útil ao agradável. No final do processo, todos ficariam satisfeitos: o Estado, a parcela "esquecida" da população e a comunidade em geral.

Para quem se interessa pela arte graffiti, recomendo alguns sites interessantes sobre o tema:

Art Crimes - The Writing on the Wall

Graffiti Creator

Arte do Grafite Brasileiro

Graffiti Playdo

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Apenas uma questão de interpretação?

INTERPRETAR: verbo transitivo direto 1. determinar o significado preciso de (texto, lei etc.); 2. adivinhar a significação de (algo) por indução; 3. dar certo sentido a; entender; julgar; 4. traduzir ou verter de uma língua para outra; 5. representar (personagem, obra ou autor); 6. tocar ou cantar (compositor ou obra musical). (Houaiss)

Segundas Intenções (1999), estrelando Ryan Phillipe e Sarah Michelle Gellar
.
Talvez seja o maior mal do ser humano: não saber interpretar. De acordo com as normas educativas vigentes, saber interpretar (uma carta, como padrão) implica em ser o principal critério para se qualificar um indivíduo como sendo um alfabetizado da língua materna. Em suma, quem não sabe interpretar, não é plenamente alfabetizado. Sabendo-se disto, faço o seguinte questionamento: quantas pessoas você conhece que não são "alfabetizadas" por completo, ou, que não conseguem interpretar aquilo que você diz? (Xiii, se eu me prestasse a fazer contas, perceberia que conheço mais gente analfabeta do que imaginava, rs.)

Ter conhecimento das normas cultas da língua, conhecer a gramática de trás pra frente, colocar os sinais e acentos nos seus devidos lugares é muito simples, basta praticar, ler e escrever assiduamente. Todavia, ter discernimento do que outra pessoa está transmitindo num canal de comunicação (entenda fala/escrita) não é pra qualquer um. Ah, e antes que você pense que o dono deste blog não passa de um boçal que se gaba em achar que tem o dom da interpretação, saiba, meu caro leitor, que eu também tenho meus problemas de codificação da linguagem alheia, mas pelo menos me esforço em não tê-los com certa frequencia (coisa que, infelizmente, não é como todo mundo pensa e pratica...)

Eu digo isso porque me considero, assim como outros tantos, uma grande vítima da má-interpretação alheia. Quem me conhece na intimidade sabe o quanto sofro e me frustro por não ser compreendido da forma que deveria. Na verdade, tento levar na galhofa pois senão estaria chorando de raiva. Por exemplo, quando me predisponho a ajudar uma pessoa aparentemente inexperiente num determinado assunto e esta entende que estou apenas querendo mostrar que sou "o sabichão", "o intelectual"; ou quando dou conselhos a quem é mais novo e o infeliz ironiza e até ridiculariza meu gesto, como se eu quisesse me comportar como um velho caquético que quer dar lição aos netinhos; ou quando faço um comentário crítico e construtivo, no intuito de aperfeiçoar algum trabalho, e o cara interpreta como se eu estivesse querendo me impor, me parecer superior. Seria uma espécie de Lei da Ação e Reação às avessas: na tentativa de colaborar, sou interpretado como sendo um babacão que pensa em atrapalhar a vida dos outros, que pretende tirar vantagem da situação.

MOMENTO DE ANÁLISE ESQUIZOFRÊNICA:

[Pergunta] Afff, como é difícil entender o ser humano! Afinal de contas, será que é tão difícil interpretar minhas palavras, meu raciocínio, minhas reais intenções, ou será que eu não consigo decodificar minha linguagem ao ponto de os demais entenderem?

[Resposta] Creio que não seja um caso particular da minha pessoa, visto que aqueles que me conhecem bem há anos nunca reclamaram do meu jeito de ser, muito pelo contrário, sempre me dei bem com meus amigos de longa data.

[Indagação] Então o que se explica essas situações desagradáveis? Será que são casos isolados, vindos, sei lá, de um mal da geração que vem por aí, nascida pós-anos 80, acostumada a ser mimada demais, tendo luxo exacerbado, com um computador fazendo de tudo um pouco? Será que isso pode justificar, em parte, o motivo que leva alguém a desconfiar de outra pessoa que pensa em fazer o bem, principalmente nos dias de hoje? - Teoria da conspiração, hehe.

[Conclusão] É difícil achar respostas... O que se pode garantir neste presente momento é que o ser humano está mais complicado do que nunca (e eu me incluo nesse grupo, fazer o quê!). Talvez o melhor caminho para se viver bem nesta Selva de Pedra, sem decepções e lamentações, é se aliando ao pragmatismo, ao objetivismo, ao anti-solidarismo e à falta de compaixão. Infelizmente, ser simpático, gente-fina, solidário, participativo e compreensivo não é interpretado de uma boa maneira, já grande parte dos homens só visam o próprio nariz e no seu individualismo. A intenção do próximo pouco faz diferença hoje em dia. Isso é um FATO consumado e comprovado, basta analisar a concorrência voraz e faminta em busca de um lugar ao sol, que quer conseguir uma oportunidade no campo laboral, no mundo acadêmico, na vida social... Ninguém pensa no bem-estar de terceiros, isso é brega, isso é idiotice! A moda agora é "cada um por si e Deus por todos", é de desconfiar até da própria sombra e ser feliz sem o auxílio de ninguém.

Pois é, como é triste ter que conviver em sociedade dos últimos tempos. Me sinto até mais robô do que gente. Talvez seja essa a explicação para se entender o porquê de ser tão difícil interpretar o que o outro tem a dizer...
Apesar do Aquecimento Global, o mundo está cada vez mais frio, triste e irracional. E por que não dizer "incomunicável"? Uma lástima.

domingo, 31 de maio de 2009

Natal, uma das sub-sedes da Copa do Mundo de 2014!

ORGULHO: substantivo masculino 1. sentimento de prazer, de grande satisfação sobre algo que é visto como alto, honrável, creditável de valor e honra; dignidade pessoal, altivez; 2. atitude moral ou psíquica que afasta o indivíduo de práticas desonestas ou desonrosas; 3. Derivação: por metonímia. (Houaiss)

Projeto do Estádio das Dunas para a Copa do Mundo de 2014

Já ouvi muitos comentários acerca da candidatura de Natal para ser uma das sub-sedes da Copa do Mundo de 2014 no Brasil: que a cidade não tem infra-estrutura para receber um evento de grande porte como uma Copa; que existem tantos problemas - estes, muito mais importantes - para se resolver, como o caos nos órgãos de Saúde e Educação (concordo plenamente!); que o Estádio das Dunas será um grande "elefante branco" ao final do evento; que não teríamos condições financeiras de ver os jogos, nem de poder usufruir dos serviços oferecidos pelo mega-complexo multiuso; que só viriam as seleções de "menor" expressão, como Togo, Arábia Saudita, Tunísia, Azerbaijão, sem tradição no futebol, e etc. Mas isso pouco importa, o mais importante é saber que Natal, minha cidade querida, vai sediar o maior evento esportivo do planeta: a Copa do Mundo!

Sempre tive muito orgulho da minha cidade Natal. Muito mesmo. Por suas praias paradisíacas e o clima tropical, pela limpeza e (ainda) sensação de segurança da cidade... Por ter o ar mais puro do continente, pelos monumentos históricos, pela própria história da origem e formação da cidade - fundada numa noite de Natal. (óbvio, duh! rs.)... Enfim, tenho muito prazer em falar para os amigos e conhecidos de outros estados e países que moro numa cidade belíssima (diria "maravilhosa", mas esse título é merecidamente do Rio de Janeiro, rs.) e sempre sou retribuído com opiniões positivas e altos elogios sobre as belezas naturais e arquitetônicas de Natal, com uns até se programando para vir me visitar (vou cobrar isso até 2014, hehe!).

Não podemos esquecer que também temos nossos problemas estruturais. Mas problemas com infra-estrutura TODAS as cidades do Brasil tê
m! Descaso com a Saúde e Educação? O Brasil tem um dos piores Índices de Desenvolvimento Humano do mundo, o que inclui nessa estatística os dados crescentes de violência e crimes cometidos nas grandes cidades nacionais. As desigualdades sociais, infelizmente, são o mal das nações do terceiro mundo... Em suma, se em Natal há todos esses problemas, nas outras capitais existem as mesmas mazelas, isso se não forem piores do que aqui!

Então, eu me pergunto: por que alguns "Natalenses" reclamam que a cidade não deveria ser sede de uma Copa do Mundo se O BRASIL NEM MERECERIA TAL OPORTUNIDADE? Estamos falando de um evento esportivo, não tem nada relacionado com uma mudança econômica e social no país. Quem deveria fazer isso são os políticos que votamos e isso não seria de agora, mas desde SÉCULOS atrás! A FIFA não quer nada além do que encontrar 12 cidades interessadas em promover um grande entretenimento dedicado àqueles que amam o futebol. Se essa proposta puder mudar, paralelamente, o estilo de vida da sociedade local, excelente!

Acho que este não é mais o momento de reclamações e de picuinhas entre nós, mas de externar nossa confiança e esperança de que a chance de sediar um evento mundial como esse possa DEFINITIVAMENTE mudar nossos costumes, desenvolver a cultura, o lazer, a qualidade de vida, proporcionar maiores investimentos em todas as esferas da sociedade e que, principalmente, possa mudar a mentalidade pequena e ultrapassada da população que ainda insiste em viver na monotonia, de papo pro ar e resmungando de tudo e de todos!

Torço muito para que a Copa do Mundo em Natal seja um grande sucesso. E assim será, pois Natal receberá o mundo de portas abertas, como sempre tem feito nos últimos anos. Espero, de coração, que os Natalenses dos quais vibraram com essa conquista possam colaborar da melhor maneira possível, na realização da Copa em nossa terra, para então fazermos desse momento o grande passo para marcar nossas vidas e desenvolver nossa bela cidade para sempre.


...E que de hoje até 2014 tenhamos um caminho tranquilo, seguro e responsável rumo à COPA DO MUNDO!

sábado, 30 de maio de 2009

Momento ironia: os déjà-vus nossos de cada dia

(Entrando no clima do curso de Letras, a partir de hoje cada postagem terá uma palavra-chave que servirá de introdução para o tema a ser comentado. O de hoje será "déjà-vu" - com esses acentos mesmo, rs).

Segundo o Houaiss:

déjà-vu: substantivo masculino. Rubrica: psicologia. forma de ilusão da memória que leva o indivíduo a crer já ter visto (e, por ext., já ter vivido) alguma coisa ou situação de fato desconhecida ou nova para si; paramnésia.

Existem assuntos que se tornaram INSUPORTÁVEIS (com o CAPS LOCK ativado mesmo!) nos últimos anos na mídia brasileira de tantos eles se repetirem como déjà-vus. Nas últimas semanas me deparei - novamente - com tais notícias reproduzidas exaustivamente à medida que os meses vão passando. Talvez o povão - leigo - nem repare, ache tudo isso uma "simples coincidência", porém, está longe de ser isso... É muito pior: é falta de assunto. Vou citar alguns exemplos de matérias - tá bom, mais um Top 10 (não resisto, rs.) - que são marcas quase que carimbadas nos jornais, sites e revistas nos últimos anos. Haja paciência para relembrar essas pérolas:

1. Luana Piovani se separa de "fulano-de-tal" e diz que se sente feliz estando sozinha (Como dizem os colegas de Letras: "Hmmm, ligado!!!" Essa sujeita não sabe o que é ficar sem macho! A mal-amada não espera nem a cama esfriar e já tá pegando outro. Santa hipocrisia! E cuidado mulheres de plantão, ela pode estar à caça de novas experiências, rs.)

2. Ex-BBB posa para Playboy e faz curso de teatro na "Oficina de Atores de Wolf Maya" tentando ponta em novela das sete da Globo (Deve ser deprimente ter essa expressão "ex-BBB" à frente do seu nome de batismo... Mas é assim mesmo, começa na novela das 19hs, depois passa para participações solo no Zorra Total e depois... Bem, se for pra Record, tá perfeito!)

3. Fábio Jr. se separa após 6 meses de casado, mas acredita que ainda exista sua alma gêmea na vida terrena (Mas é claro, quem não acreditaria nos conselhos amorosos do expert em cam... digo, relacionamentos como Fábio Jr.? A mulher que fica - literalmente, na linguagem adolescente - com ele, sabe perfeitamente que será por menos de 6 meses... Parece até contrato de estágio! Pena que nesse caso não se assina por carga horária...)

4. Rafael Ilha é internado numa clínica de reabilitação (Agora que ele é dono de duas clínicas, o ex-polegar é capaz até de fumar uns baseados pra fazer propaganda de suas empresas, internando-se em uma, claro... Boa jogada de marketing! - Tudo bem, foi uma piada de mal gosto...)

5. Robinho está insatisfeito com seu clube e pensa em sair (P.Q.P., esse moleque definitivamente é um mimado que não sabe o que quer... Quer jogar em que time desta vez? Fez migué no Santos e saiu de lá... Foi pro todo-poderoso do Real Madrid, brigou lá também e como um bebezão, disse: "Uééé! Quero ir emboooora!". Ok, foi para o Manchester City. Cansou de brigar na zona de rebaixamento e acha que pode frescar lá do mesmo jeito. Só falta não querer mais servir à Seleção porque abusou da cor do uniforme - Pois saiba que não fará falta...)

6. Lula comete gafe em público (Lula é uma verdadeira gafe ambulante... Aliás, quem votou nele também cometeu uma gafe daquelas - não me conformo em ter como presidente alguém mais ignorante do que eu... Prefiro conversar com o porteiro do condomínio do que com o "Ilustríssimo Presidente"!)

7. Scheila Carvalho é capa da Playboy para delírio masculino (Se existe uma frase na qual considero emblemática, esta foi proferida pela gostosa dita-cuja: "Enquanto estiver novinha, com tudo em cima, eu vou [continuar a] posar nua... Afinal de contas, tenho que aproveitar minha juventude". De fato, haja juventude e abundância em Scheila... Falou e disse a intelectual - em outra palavras, posa aí, mas fica caladinha, por favor! rs.)

8. Junior, irmão da Sandy, afirma veementemente que não é gay (Ah, tá, todos nós acreditamos... Acho que seria mais fácil de convencer o povo se ele saísse do armário, levantasse a bandeira do arco-íris na Parada Gay de São Paulo e fosse feliz. Simples, não? Ele não depende mais daquela imagem de irmão bonzinho da Sandy para sobreviver. Os tempos são outros... Aliás, qual o nome da atual banda dele!?)

9. Simony, aquela do Balão Mágico, se casa grávida e afirma que finalmente vai ser feliz para sempre (Podemos chamá-la de "pupila de Fábio Jr."... Já pensou se ela vier a se casar com o coroa num futuro próximo? Seria o casamento do século - pelo menos em matéria de especulações, hahaha! A grande aposta: quantos dias eles ficarão juntos?)

10. Barrichello chega em segundo, culpa o formato da pista e macumba de Shumi, mas ainda acredita no título da Fórmula 1 (Será que ele tem consciência do quanto ele é "sem-noção"? Jesus, esse rapaz tem que colocar na cabeça, além do capacete, que ele NÃO nasceu para ser campeão! Primeiro dava-se a desculpa que o coitado tinha um carro detestável. De fato, isso era verdade. Em seguida, ele passou a andar de Ferrari. Lá constatou-se outro problema: Schumacher era "o cara". Muito bem, seja independente desta vez. Hoje, aos 37 anos, ele tem o melhor carro do campeonato - já que o líder é seu companheiro de equipe - é o piloto mais experiente da categoria e mesmo assim está em segundo na classificação. Qual será a desculpa desta vez? O ar estava rarefeito?)

P.S. (para desespero da professora de Latim, hahaha!): Vocês devem ter reparado na ausência de citações referentes aos escândalos políticos que já estão incrustrados nos meios de comunicação de tanto serem corriqueiros. Se eu comentasse sobre cada sacanagem que acontece em Brasília, passaria a madrugada toda escrevendo bobagem. Tenho mais o que fazer... Aliás, o que você está fazendo lendo esse blog? Obrigado pela atenção, mas vá ler um livro! No meu caso, como em breve terei um debate para tratar sobre "Hamlet" de Shakespeare, nada melhor do que relê-lo para um melhor entendimento desse clássico... Ah, mas sem aquele sentimento de déjà-vu, claro! Entenda apenas como uma "reinterpretação" da literatura, rs.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Será que vejo o mesmo filme?

Semana passada saiu na revista Monet uma lista dos 50 melhores filmes do "Século XXI" (nem terminou a década e a pesquisa generalizou a cinematografia dos próximos 90 anos!). Dentre os indicados que, segundo a publicação, foram escolhidos por um júri de notáveis (de Fernando Meirelles a Dustin Hoffman), muitos filmes magníficos e outros de gosto BEM duvidoso! Quem quiser conferir a lista, ela está disponível no site da publicação.

"Match Point", de Woody Allen: uma obra-prima do cinema contemporâneo

Opinião do blogueiro: como qualquer lista de preferidos, esta tinha que ter pontos divergentes. Eu deveria ter parado de conferir os escolhidos quando vi "Cidade de Deus" em primeiro lugar. Não houve NENHUM (ar irônico) ufanismo nacionalista nessa escolha, no mínimo, infeliz. Tá certo, o filme foi indicado a 4 Oscars, acredito que isso seja uma prova de sua qualidade artística, até admito que deveria estar entre os 50 melhores da DÉCADA, mas ficar na #1 posição foi um tanto de exagero. Do Top 10 da Monet, eu apontaria como os melhores "Match Point", de Woody Allen (simplesmente inacreditável esse filme! O final da trama é de ficar dez minutos com cara de paisagem, rs.) e a trilogia de "O Senhor dos Anéis", por sua importância histórico-cultural da qual não posso renegar - apesar de não curtir o filme e tentar ao máximo gostar dele.

"Onde Os Fracos Não Têm Vez" deveria, no mínimo, estar entre os 5 melhores, pela sua qualidade artística, tanto literária (baseada na obra de Cormac McCarthy - já citada anteriormente neste estimado blog) quanto fotográfica (as imagens no deserto são tão reais que assustam!). Certamente é uma das obras mais profundas e densas deste século e não é todo mundo que entende a proposta do filme... Tive que vê-lo 4 vezes para captar a idéia de McCarthy e dos irmãos Coen (diretores do longa) em suas ironias poéticas. O mesmo posso dizer de "Os Infiltrados", do magnífico Martin Scorsese (com direito a desfecho surpreendente e politicamente incorreto), "Closer - Perto Demais" [foto], de outro gênio do cinema - Mike Nichols (um verdadeiro retrato da sociedade hipócrita e metida a estereótipos até mesmo no convívio doméstico), "O Segredo de Brokeback Mountain", de Ang Lee (este, porém, é muito estigmatizado pela sina de ser um filme "de cowboys gays", no qual o leigo preconceituoso não consegue analisar sob um ponto de vista mais crítico e artístico). Um filme que me comoveu e que deveria estar a frente dessa lista é "O Curioso Caso de Benjamin Button", de David Fincher. Um professora da faculdade comentou sobre a presença de Brad Pitt neste filme: "se o protagonista fosse um ator desconhecido, o filme seria mais respeitado". Concordo plenamente com ela. Foi o que aconteceu, por exemplo, com "Quem Quer Ser Um Milionário?", formado por um elenco de desconhecidos. A história foi mais forte e relevante que os atores e se tornou o melhor do ano, vencendo todos os principais prêmios.

Confesso que alguns filmes citados pela Monet eu não tive oportunidade (ou coragem) de ver, mas não é preciso ser expert em cinema para perceber o absurdo e incoerência de ter "Miami Vice" na seleção dos 50 melhores da década. "Dogville", aquele filme estrelado pelo "consagrado ator" [sic] Justin Timberlake, entre os primeiros da lista!? Só pode ser uma brincadeira! [corrigindo: o filme do qual Justin protagoniza se chama "Alpha Dog". Devo ter embaralhado as idéias quando associei o "dog" aos dois filmes de temáticas totalmente distintas, rs. Retiro o que disse quanto à "Dogville" - Obrigado pela correção, Marisa!] "Kill Bill" [foto], dirigido pelo competente (e louco) Tarantino, mesmo sendo um filme de entretenimento, tem um enredo mais fabuloso e envolvente que os dois anteriores, no qual trata de um tema universal e milenar como a vingança e sede de justiça - apesar da violência gratuita e até desnecessária em certos momentos, mas que talvez seja este o grande barato do filme... Outro filme feito para divertir a garotada e que merece respeito dos críticos é "Batman, O Cavaleiro das Trevas", muito bem dirigido por Chris Nolan e composto por excepcionais atores (um deles, o saudoso Heath Ledger). Tanto Batman quanto Kill Bill mereciam melhor colocação na lista!

MAS, quem sou eu para julgar uma lista formada por um grupo tão respeitável quanto a mencionada pela revista? O mínimo que posso fazer no momento é indagar a opinião "controversa" desses especialistas e profissionais do cinema. Como não sou tão afoito quanto imaginava, no final do ano - momento propício para isso - farei minhas listinhas de "Melhor Qualquer-coisa" da década... Até lá, analisarei atentamente aqueles os quais pretendo escolher em minhas seleções.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Aquecimento Global: alguém ainda duvida?

Parece pegadinha, mas é a pura verdade...

Seca no interior do Rio Grande do Sul: maior estiagem dos últimos 80 anos


Calamidade pública: enchentes no Maranhão deixam milhares de desabrigados

As fotos não foram trocadas, são exatamente referentes à cada região mencionada acima! Se não acredita, basta clicar na imagem que esta vai te remeter para o site com a devida reportagem. E ainda tem gente que não acredita nos efeitos do aquecimento global... Já não bastava vermos as geleiras da Antártida derreterem facilmente, agora temos que conviver com seca no Sul e chuvas torrenciais no sertão nordestino. O que falta para o homem perceber que ultrapassou todos os limites aceitáveis para a natureza? Quando os "donos do mundo" (líderes mundiais) vão finalmente achar uma solução cabível para diminuir as emissões de gás carbônico e outros poluentes que destroem a camada de Ozônio? E o desmatamento desenfreado da Amazônia, até quando isso vai durar?

Pelo visto, infelizmente a humanidade só irá acordar para a realidade quando não tiver mais alternativa para se salvar o planeta e jeito for lamentar do que não fora feito no passado...